quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Identidade


 
Escrevo para exorcizar afetos,
livrar-me dos medos,
recompor-me da queda.
 
Porque tudo o que sinto
é misturado.
E fujo daquilo que crio -
mundo paralelo -,
onde habito.
 
Subproduto de sonhos
encurralados em ruas sem saída.
Presa fácil do homem consciente,
percorrendo calçadas infames.
 
Nunca fui um deles,
sou viking.
Ninguém conhece o endereço
do meu castelo.
  
Ninguém tem a chave
da minha contradição.
 


(Poema do livro "VIDA FORASTEIRA - Antologia Poética 2000-2010"
Disponível em ebook pela Amazon) 

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