sexta-feira, 25 de julho de 2014

Reflexões de outono

Um milhão de ideias atormentando o pensamento, impossível parar, organizar, formatar em pauta.
Escrevo porque sou obstinada, escrevo porque sou neurótica, escrevo porque não consigo expor tudo em voz alta.

A mala vermelha continua com seus olhos grandes arregalados sobre mim. Próxima parada: algum lugar do mundo, sozinha, sem você, sem ninguém ao redor.
 
Falo muitos idiomas, reconheço muitas línguas, sou capaz de falar horas e horas sem nada dizer. Mas você afirma que entende a ladainha sem sentido do escritor que tanto admira. Afirma que entende o que escondo nas minhas  entrelinhas, diz que capta intenções, decifra meus códigos secretos imunes às suas tentativas de descoberta. Insiste em afirmar que entende o que lê.
 
Mas eu pergunto, para quê? De que forma minhas palavras podem transformar a sua vida? O que vai fazer com todo o conteúdo que rouba de mim? Você não possui meu estilo de vida, não é corajoso, maluco ou audaz. Vai perder seu tempo decifrando meus enigmas se a esfinge das minhas ideias não puder te aumentar.  

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