segunda-feira, 25 de novembro de 2013

PARTY GIRL - Minha alta terapêutica

 
 

O meu mais novo projeto chama-se Party Girl. Quem acompanha o blog já leu alguma coisa a respeito, né? Considero o Party Girl como a minha alta terapêutica. Após passar quase quatro anos estudando psicanálise, resolvendo meus problemas neuróticos e passando por um processo de reconstrução da minha identidade, acabei encontrando a cura num site adolescente.
 
Parece algo maluco e inusitado, mas se você parar para pensar bem... não é.  Ao longo dos anos vamos nos complicando. Todo aquele ímpeto da juventude começa a esbarrar em problemas concretos como necessidade de trabalhar, pagar contas, se dar bem profissionalmente, ter um relacionamento estável, criar uma imagem de respeito e ter um CPF limpo. É muita responsabilidade!
 
Quando percebemos, estamos aumentando a altura da saia, diminuindo o tamanho do decote, falando de forma mais comedida, deixando alguns sonhos para trás, nos contentando com menos do que sonhamos para nós. E é nesse momento que as dificuldades começam a aparecer. De repente estamos trabalhando com algo que não nos satisfaz, mantendo um relacionamento/namoro/casamento que beira à mediocridade e nossa aparência vai ficando sisuda e um pouco séria demais. 
 
Há quatro anos eu estava assim. Infeliz, cansada e me adaptando à circunstâncias duvidosas. O colapso não demorou muito a chegar. Corações partidos, dívidas, sofrimento. E foi neste exato momento que a equipe de resgate psicológico chegou à minha vida: Freud, Jung, Carmem Dametto, Marie Louise Von Franz, e outros psiquiatras excepcionais que passei a estudar com interesse e disciplina. O meu caso era mesmo psicanalítico e, naquele momento obscuro, só Freud poderia me salvar!  
 
Mas depois de passar por todo esse processo intrincado, cheguei tanto ao fim do poço como ao começo de uma nova estrada. E de repente me descobri curiosa e ávida por novidades, com vontade de jogar todo aquele lixo emocional fora, enterrar de vez histórias falidas e, finalmente, mudar de assunto. Até que um dia me deu vontade de experimentar lentes de contato coloridas. Sim, foi isso mesmo que eu disse, lentes coloridas! E uma mudança tão radical dessas só podia estar anunciando um acontecimento bombástico: eu estava curada!
 
Pus-me então a pesquisar na internet tudo sobre cores, formatos e estilos das tais lentes coloridas, e descobri que quem sabia mesmo dessas coisas era uma galera bem mais jovem e antenada do que eu: a galera teen da nova geração! Após escolher cuidadosamente as minhas lentes (que uso só quando me dá na telha), comecei a ler tudo o que os adolescentes estavam escrevendo sobre comportamento, relacionamentos, moda, estilo e música. Fui mergulhando nesse universo sem perceber, pois era tudo tão divertido que nem me dei conta da quantidade de informação nova que eu estava adquirindo.
 
Como escritora foi impossível não me sentir inspirada a escrever um novo livro para contar um pouco sobre essa experiência. E foi por isso que criei o Party Girl, para armazenar as informações que eu usaria posteriormente no processo de escrita do livro.  
Mas o que veio a seguir foi uma surpresa... Não só os teens se animaram com o projeto, mas as mulheres adultas também! Aliás, o objetivo do Party é mesmo esse: ajudar as mulheres mais velhas a se reaproximarem das garotas ousadas, cheias de sonhos e incríveis que foram um dia. O Party Girl é uma tentativa de expandir meu processo de renascimento a todas as mulheres que estiverem afim de enterrar as coisas ruins do passado e retornarem ao ponto de partida.
 
E há ponto de partida melhor do que esse? :) Atualmente sinto-me de volta aos 15 anos. Como diz o título do livro novo de Bruna Vieira (18 anos, blogueira influente e escritora), "De repente 15", é o meu lema atual e o melhor que poderia me acontecer neste momento.
 
Se você pudesse me ver enquanto escrevo esse post, garanto que ficariam inspirados. Estou aqui de rabo de cavalo, ouvindo música alta (o cd do She & Him - volume 3 , que eu amoooooo), de shortinho jeans desfiado e feliz da vida com a minha nova idade recém readquirida!
 
Junto com as colunistas teens do Party Girl, outras colunistas de idade mais avançada foram chegando... Miki de Goodaboom, 58 anos, por exemplo, ficou tão encantada com o projeto que passou a escrever no Blog Party Girl e está pensando em desenhar as garotas festeiras de dezenove anos que encontra por aí. E outras colunistas maduras, que estão resgatando suas garotas perdidas por meio do Party, também estão se aproximando aos pouquinhos... No início um pouco tímidas, com medo de revelar o nome e a idade, mas com uma vontade enorme de ir lá no passado atrás de sua party girl adormecida, acordá-las do sono profundo e compartilhar seus sonhos antigos com a gente. 
 
A vida é feita de ciclos, mudanças, alterações hormonais e aumento de peso (nós, mulheres, que o digam!), mas o que me importa de verdade agora é tocar o Party Girl pra frente e expandir essa corrente animada movida a muita música, guarda-roupa colorido, sapatilha bailarina e cup cakes de chocolate com recheio de creme!  ;) 
 
Abraço carinhoso a todos os meus leitores!
Tamara Ramos
 
 
 
 

2 comentários:

patriciacalhau1@gmail.com disse...

Voce está linda nesta foto. O Texto é maravilhoso.

Tamara Ramos disse...

Obrigada, Patrícia! ;) Estou aguardando o seu texto! rs Bjs