quarta-feira, 26 de setembro de 2012

SÃO PAULO 9ºC - ARTE PARA AQUECER!





Hoje tive o privilégio de visitar a Exposição Impressionismo: Paris e a Modernidade - Obras-Primas do Museu d'Orsey, em São Paulo. Após uma hora e quarenta minutos de fila ao ar livre sob temperatura de nove graus e vento congelante, todo o esforço foi compensado. Ver ao vivo telas originais de Van Gogh, Lautrec, Claude Monet, Edouard Manet, Renoir, Alfred Stevens, Gauguin e Pissaro faz tudo valer a pena.
 
A exposição, que faz uma viagem pela Paris dos Impressionistas, convida todos os artistas e admiradores da arte a refletirem sobre a beleza da estética e a importância da criação. Uma escritora boêmia como eu, que tenta vender arte e literatura no país do futebol, sente-se logo confortada pela história dos artistas franceses. Viver da arte nunca foi fácil para ninguém! Mas deixar a arte para viver a vida sob as exigências burocráticas de um escritório, por exemplo, é pior que o suicídio.
 
Caminhar sobre corredores carregados de beleza e percepção poética da vida recarregou minhas baterias! Saí do local cheia de novas ideias, inspirada e com novo fôlego para continuar a minha caminhada.
 
São Paulo é a capital nacional da cultura e é reconfortante passear por aqui. Logo na entrada do prédio do Centro Cultural do Banco do Brasil havia um banner enorme informando que Oficinas de Escrita seriam oferecidas ali. Pela primeira vez em meses senti que havia mais alguém que compreendia o meu idioma. Na programação estava incluído mostra de cinema Tcheco, declamação de poesias de Baudelaire, práticas e reflexões com educadores experts em Impressionismo e um encontro de dramaturgos e pensadores para discussão sobre a importância do teatro na sociedade. A própria Bruna Lombardi esteve ontem no prédio do BB discutindo arte contemporânea.
 
Hoje sinto-me inspirada e feliz por estar aqui participando da efervecência cultural de São Paulo.
 
Ah! E ainda houve um momento de pura emoção durante a exposição que ocorreu quando fiquei frente a frente com o quadro O BANHO de Alfred Stevens. Utilizei a obra de Stevens para a criação de um dos meus livros de contos, mas não sabia que seu trabalho estaria exposto no Brasil. Foi uma daquelas coincidências mágicas que nos tiram o fôlego, sabem como é? :)  
 
A exposição estará aberta até o dia 07 de outubro. Para conhecer mais leia abaixo:
 

Impressionismo: Paris e a Modernidade – Obras-Primas do Museu d’Orsay

4 Ago a 7 Out
Local: Subsolo, térreo, 1º, 2º, 3º e 4º andares | CCBB SP
Horário: Terça a domingo, das 10h às 22h
 
Uma boa notícia aos futuros visitantes da exposição Impressionismo: Paris e Modernidade: o Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, ficará aberto das 10 horas de sexta-feira (5) às 23 horas do dia seguinte, sábado (6 de setembro).
 
Mas não é preciso esperar até lá para aproveitar a mostra. Os horários de funcionamento do CCBB foram estendidos para atender à demanda do público e agora são de terça a quinta, das 10h às 22h; sextas até as 23 horas; fins de semana das 8h às 23h.
 
O foco da mostra é Paris, capital francesa retratada nas produções de Claude Monet, Vincent Van Gogh, Jules Lefebvre, Édouard Manet, Paul Gauguin, Pierre-Auguste Renoir, Toulouse-Lautrec, entre outros. Aguns dos trabalhos expostos desses artistas têm como tema o crescimento da “cidade da luz”, a vida moderna, as estações de trem, boulevards, mercados, jardins públicos, cafés, óperas e bailes. Outros representam a reação ao progresso, a fuga da cidade e a busca por ambientes bucólicos.
 
Três dos seis módulos da exposição são dedicados à vida da ci­dade: “Paris: a cidade moderna”, “A vida urbana e seus autores” e “Paris é uma festa”. Lá estão o rio Sena e a catedral de Notre-Dame, retratadas por Pisarro e Gauguin; as cenas da vida burguesa por Renoir; o cotidiano das prostitutas em quadros comoFemme au boa noir, de Toulouse-Lautrec; as bailarinas de Degas e as plateias dos cabarés e teatros emLa troisième galerie au théâtre du Chatelet, de Félix Vallotton.
 
Os outros três módulos – “Fugir da cidade”, “Convite à viagem” e “A vida si­lenciosa” – têm como representantes Claude Monet, que se mudou para Argenteul, no interior da França, e depois para Giverny; Van Gogh, que foi para Arles para formar uma colônia de ar­tistas; Gauguin e Émile Bernard, que foram viver na Bretanha; e Cézanne, que voltou a Aix-en-Provence para redescobrir a luz.

3 comentários:

ANA LUCIA - GUARAPARI disse...

DÓRSAY SEMPRE FOI A MINHA PAIXÃO , PENA NÃO ESTAR AÍ PARA VIVENCIAR TDA ESTA BELA E CULTA EXPOSIÇAÕ , QUE MARAVILHA !!! UM BEIJO!!!

patricia calhau disse...

Adorei o que voce escreveu sobre este evento MARAVILHSO!!! ai , me deu vontade de pegar um onibus e ir correndo. quem sabe...?

Anônimo disse...

Tamara, aprendo muito com voce no seu Blog. bjss