domingo, 9 de setembro de 2012

FILOSOFANDO...



Meu primeiro contato com a filosofia deu-se aos quinze anos quando iniciei o Curso de Magistério no Colégio Liceu Santista, em Santos. Tive a sorte de ter uma professora completamente apaixonada pelos filósofos e sua paixão incondicional pelo estudo do pensamento humano acabou por contagiar-me. Sob a batuta de Márcia Heloísa li a Odisséia e a Ilíada (Homero), Teogonia, Sócrates, Platão, Tales de Mileto, Adorno,  Schopenhauer e o Mundo de Sofia.

Após o término do curso, lembro-me que costumava segui-la pela Faculdade de Filosofia e assistia suas aulas no período da noite sentadinha na última cadeira. A filosofia tornou-se uma grande paixão e a descoberta dos filósofos descortinou um novo horizonte repleto de novidade e entusiasmo para mim.

Já na faculdade, enquanto cursava Direito, tive novo contato com a Filosofia. Agora, além da filosofia tradicional, estudei também a filosofia do Direito com as teorias de Montesquieu, Montaigne, Thomas Hobbes (e seu fantástico Leviatã), Maquiavel, entre outros. No dia do lançamento de meu livro "Um Neurótico no Divã", tive a honra de receber meu professor de filosofia universitário, o padre congo Pierre Mukabi, que recordou a todos - e me deixou envergonhada- de que eu fui a melhor aluna de filosofia dele. O que o professor Pierre não sabe é que a filosofia faz parte da minha vida há vinte anos e por todo esse tempo venho percorrendo seu caminho.

Atualmente estou lendo "Quando Nietszche Chorou" e o contato com esse livro brilhante despertou novamente em mim a curiosidade e o interesse em conversar com os filósofos. Li Nietszche quando estava  escrevendo o Neurótico e seu discurso apaixonado me tocou profundamente. O próprio Freud era fã da  filosofia e lia tudo com amor e interesse profundo.

Assistindo aos vídeos sobre os filósofos produzidos por Alain de Botton, percebi que instintivamente eu já vivo como muitos deles pregavam. Sou uma mulher muito diferente das mulheres do meu tempo. Shopping é algo que não me fascina da forma que faz com minhas contemporâneas, por exemplo. Claro que gosto de me apresentar bem, mas isso está longe de ser uma obsessão para mim. É 10 vezes mais fácil me encontrar gastando com livros do que com sapatos. 

Para Epicuro a felicidade está em ter amigos, autoanalisar-se e ser auto suficiente. Epicuro acreditava que a causa de todo sofrimento é tentar prencher com coisas o vazio interno. 
Montaigne acreditava que conhecer as limitações da condição humana ajuda-nos e aceitar melhor nossas próprias limitações, e consequentemente, a termos mais autoestima.
Já Schopenhauer entendia bastante do amor, embora nunca tenha se casado e tenha sido infeliz em seus relacionamentos pessoais. 

Gostaria de convidar meu leitor a tirar uma hora ou duas do seu tempo para assistir aos vídeos que postei abaixo. Alain de Botton dá uma aula fantástica sobre filosofia visitando em loco a residência de cada filosófo e ensinando de forma bem didática tudo o que é relevante aprendermos sobre nós mesmos.

Tenho certeza absoluta que esses vídeos farão uma revolução na sua forma de pensamento. Aproveitem!

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