quinta-feira, 30 de agosto de 2012

F. SCOTT FITZGERALD E A ERA DO JAZZ




Depois de ler a biografia de Sylvia Beach que conta em detalhes como era a vida dos escritores americanos na Paris dos anos 20,  "Paris é uma festa" de Hemingay que é sua autobiografia sobre aquele período, a biografia de James Joyce e o filme "Meia-Noite em Paris" de Woody Allen,  resolvi estudar a obra de F. Scott Fitzgerald começando por sua obra prima: O Grande Gatsby.

Por alguma estranha coincidência descobri que Leonardo di Caprio acabou de filmar O Grande Gatsby que será lançado no fim do ano. A primeira versão de 1974 teve como protagonista o Robert Redford no papel de  Gatsby.

Coincidências à parte, o livro de Fitzgerald vale a pena ser lido porque simplesmente é o máximo! Ele é o maior representante da chamada  Era do Jazz (Paris 1920-1930), onde os ricos se reuniam para não fazerem nada juntos. Quando Fitzgerald publicou seu primeiro livro, foi logo consagrado e representava a mente, os ideais e os desejos da juventude parisience da era do Jazz.  

Infelizmente, seu casamento com Zelda o atormentou e impediu que ele produzisse mais romances. Ela era emocionalmente instável, alcólatra e desenvolveu esquizofrenia aos 40 anos de idade tendo morrido sem nem mesmo reconhecer mais o marido.  

Fitzgerald e  Hemingway foram grandes parceiros durante o tempo em que os dois escritores moraram em Paris. Hemingway, um jovem escritor pobre de dá dó tentando a sorte fora de seu país, e Fitzgerald, o escritor amercano bem sucedido visto como modelo de sucesso entre os inciantes. A obra de Hemingay, Paris é uma festa, relata bem a amizade e a parceria dos dois.

Fitzgerald teve um final complicado. Após a guerra seus livros tornaram-se difícieis de ler porque tratatavm de uma realidade distante. Os leitores de sua época perderam o interesse em seu trabalho e seus livros começaram a fracassar. Foi convidado a ser roteirista em Hollywood, mas seus textos passavam por muitas revisões e seu nome não chegou a aparacer nos créditos, o que causou profundo desgosto ao escritor. 

Na verdade, a obra de Fitzgerald não era mesmo para  aquele tempo. Seu trabalho é importante para que tenhamos um registro exato da sociedade burguesa dos anos 20-40 e com isso, podemos entender melhor nossa própria sociedade. Muitos grandes artistas sofrem desse mal: tornam-se ilustres em gerações distantes da sua.

Fitzgerald publicou 44 contos ou histórias curtas que lhe renderam muito dinheiro. Uma delas é o famoso "O curioso caso de Benjamim Button", interpretado por Brad Pitt no cinema. Outra obra fantástica é "Suave é a Noite" (Tender is the night) que conta suas dificuldades em lidar com a loucura de sua esposa.

Scott morreu aos 44 anos anos enquanto descansava ouvindo música clássica.   

Vale a pena revisitar a obra de F. Scott Fitzgerald e reviver a era do jazz sem sair do lugar!

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