quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

AGENDA DOS EVENTOS LITERÁRIOS NO BRASIL E EXTERIOR EM 2012









Em 2012 o cenário da literatura nacional está em alta! O Brasil irá investir alto nos autores clássicos reeditando várias obras, e irá apostar nos novos autores criando mecanismos mais práticos para edição.


EVENTOS NO BRASIL E EXTERIOR EM 2012:


BIENAL DE BRASÍLIA, dias 14 a 23 de abril na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Serão esperadas 500 mil pessoas durante o evento.


FLIP 10 ANOS: um dos eventos literários mais celebrados do Brasil completa 10 anos em 2012. Dias: 4 a 8 de julho em Paraty. A comemoração dos dez anos da Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, que acontece em 2012, começa a contar com convidados ilustres. A organização do evento já confirmou a vinda do escritor britânico Ian McEwan, que esteve na Flip em 2004. Ele estará na programação oficial, que ocorre entre os dias 4 e 8 de julho. Os festejos pela década de Flip terão também outra novidade: o lançamento de um livro ilustrado com reportagens sobre os fatos mais marcantes de todas as edições do evento. Cada capítulo vai tratar de dois anos da Festa e será escrito por um jornalista convidado. Algumas dessas lembranças, aliás, poderão ser vistas em uma caixa com seis DVDs que vai trazer os principais destaques da Flip em seus 10 anos.


LUSOFONIA: A Fundação Biblioteca Nacional, presidida por Galeno Amorim, promete para 2012 o programa de apoio à publicação de livros brasileiros na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.


FEIRA DO LIVRO DE FRANKFURT, Alemanha: Dias 10 a 14 de outubro. Por conta da homenagem ao Brasil na Feira do Livro de Frankfurt, em 2013, a Biblioteca Nacional deve lançar neste ano uma revista em alemão, que tem como público-alvo agentes literários e editoras estrangeiras


A revista Metáfora publicou na edição de fevereiro todas as tendências do mercado editorial brasileiro para 2012. Segue abaixo cópia da publicação retirada do site da revista:


Programas de apoio a publicações mais pragmáticos, busca por maior profissionalização das editoras, reedições e edições especiais de escritores como Jorge Amado, Nelson Rodrigues, Lima Barreto, Oswald de Andrade, só para citar alguns, são destaques de um panorama para este ano que começa.


Cresce o número de adaptações para audiovisual e teatro no Brasil de obras literárias contemporâneas ou sobre relatos da história recente. Segundo a agente literária Lúcia Riff, novos eventos literários devem pipocar em todo o país, para além dos 140 festivais hoje existentes. Brasília, por exemplo, ganha uma feira nos moldes da Bienal, neste ano.



Entre os executivos do livro há certa euforia, uma dinâmica que exige concorrência e busca por práticas de mercado típicas do mercado estrangeiro europeu e norte-americano – um pouco mais acostumados a tratarem o livro como produto, com várias interfaces.



O mercado está aquecido às vésperas de o Brasil ser o grande homenageado em Frankfurt, em 2013. A seguir, algumas das principais tendências e iniciativas neste ano que começa.


Centenários e homenagens
Os nomes que serão lembrados ao longo do ano:


Carlos Drummond de Andrade será o homenageado da Flip e toda a sua obra será relançada.
Os 90 anos da Semana de Arte Moderna devem ser comemorados com novas publicações e reedições sobre os temas e personagens do movimento. Já está pautado uma Crônica inédita da Semana de Arte Moderna, pelo jornalista Marcos Augusto Gonçalves.



Para o centenário de nascimento de Jorge Amado e Nelson Rodrigues, a Fundação Biblioteca Nacional prepara uma grande exposição conjugada.



Em 2012, Nelson Rodrigues vai mesmo dar samba. O número de encenações vai aumentar com a comemoração de seu centenário. A promessa é que todos os 17 textos rodriguianos estejam nos palcos até o fim do ano. A editora Nova Fronteira planeja lançamentos e relançamentos, ainda não divulgados. Já o Itaú Cultural deve sediar uma grande exposição sobre a carreira do dramaturgo. No carnaval, Nelson Rodrigues será tema do enredo da escola carioca Unidos do Viradouro. E a Funarte (Fundação Nacional de Artes), que vai abrir o edital para a montagem dessas 17 peças, tem projeto de lançar traduções de textos do autor para o inglês, o espanhol, o alemão e outras línguas.


Cinema da literatura
O ano em que os autores brasileiros prometem revigorar as telas
Livros de escritores como Marçal Aquino, Milton Hatoum e Lima Barreto chegarão às telas até o fim do ano.


No primeiro semestre, está previsto o lançamento do filme Bonitinha, mas Ordinária, inspirado no texto de Nelson Rodrigues. Com direção de Moacyr Góes, o longa traz os atores João Miguel e Leandra Leal no núcleo central da história de um homem tentado pelo dinheiro de seu patrão.


Um ano de biografias
Obras devem dar fôlego a gênero
Após um 2011 de pouco destaque para o tema “biografias”, as promessas de títulos do gênero tendem a resgatar figuras políticas e escritores da história recente. O editor Luiz Schwarcz já anunciou no blog da Cia das Letras o lançamento das biografias de Carlos Lacerda, por seu neto Rodrigo Lacerda (colaborador de Metáfora); de Carlos Marighella, pelo jornalista Mário Magalhães, e de Getúlio Vargas, com o primeiro volume da trilogia assinada por Lira Neto. Da guerrilha no Araguaia, virão biografias escritas pelo premiado repórter Leonêncio Nossa, a serem lançadas neste ano pela editora.


Aquecimento global
Nos bastidores da concorrência entre as editoras brasileiras, muita euforia


Corrida
O ano deve ser marcado pela corrida das editoras por enriquecer o catálogo de títulos para 2013, quando o Brasil será o grande homenageado na Feira de Frankfurt, considerado o principal evento editorial no mundo.


Leitura dinâmica
A concorrência entre as grandes editoras do país é tanta que alguns editores pedem trégua aos equivalentes estrangeiros com quem negociam para terem tempo de ler o que estão comprando.


Preempt
Ou “luvas para preferência na venda”. Para ter tempo de ler uma obra estrangeira, o mercado ampliou em 2011 a figura do preempt, uma prática que estabelece um valor em dinheiro que garante a exclusividade de um mês para “degustação” do livro. É como se a editora pagasse pela preferência na venda. Há editoras que investem alto, com riscos igualmente grandes. Há quem aposte no fim de uma certa etiqueta editorial, que coloca o mercado de livros em políticas tão agressivas quanto outros setores da economia, que produzem bens de consumo, o que exige dos gestores do mercado editorial decisões muito rápidas e faro para fazer negócios num ramo tão específico e vinculado à formação cultural.


Novos selos
Grandes e médias editoras lançarão novos selos para contemplar a diversidade de publicações que almejam lançar.


No exterior
Há editoras que se programam para vender mais ao exterior não só por meio de programas de apoio à tradução de autores brasileiros lá fora, como pelo fato de, em 2012, o Brasil ser o homenageado na Feira de Frankfurt. Mas mesmo os editores de grande porte deixam escapar que a venda de títulos de autores nacionais se dá “pelo constrangimento”: quando uma editora daqui tem cacife para comprar muitos títulos estrangeiros, consegue emplacar um outro do Brasil no país com que negocia. Mas a relação ainda seria de 80% para 20%, com a vantagem para Europa e Estados Unidos.


Aposta nas promessas
Com a alta competitividade do mercado, as compras do mercado estrangeiro são feitas na base da promessa. As editoras estrangeiras dividem com a brasileira os custos de uma obra que ainda será escrita. A prática revela que os autores estrangeiros já são remunerados para trabalhar.
Já para brasileiros não há disseminação de prática no caso de venda antecipada para o exterior.



2 comentários:

Cláudia Martins disse...

Queria ir em todos. Bjs.

Tamara Ramos disse...

Eu também! :)