quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

ALPHONSE MUCHA E A ART NOUVEAU






Estou sempre pesquisando e admirando todas as expressões artísticas do passado. Gosto de dedicar-me à leitura dos grandes poetas, romancistas e filósofos, bem como de apreciar a arte musical e as telas dos grandes mestres. Adoro música clássica, especialmente Tchaikovsky, Chopin e Debussy, e também adoro as telas de Picasso, Monet, Modigliani, Rembrandt e de tantos outros gênios da velha escola.

Como escritora acredito que a literatura também é obra de arte e não há como negar a influência de todos os tipos de arte na produção do meu trabalho. Penso que o artista deve estar sempre atento ao que está acontecendo ao seu redor, mas também deve manter o contato com a genialidade produzida pelos antigos professores da arte.


Semana passada estava assistindo a um programa sobre a arte de Praga e fiquei encantada com o trabalho de Mucha. A harmonia estética é muito importante para mim. Não sou muito fã daquela arte moderna que não consigo compreender. Aprecio a inovação de Pollock, mas não teria um quadro seu na sala de estar da minha casa. Prefiro as formas coerentes, ainda que nem sempre sutis, ao caos que perturba. Talvez porque como artista, eu já traga em mim conflitos suficientes, busco na arte alheia um pouco de consolo e calma.


Alphonse Mucha, nascido na República Tcheca em 1860, é o maior expoente da Arte Nouveau. Mucha iniciou seu trabalho pintando cenários teatrais e pintura decorativa, até que mudou-se para Paris, onde formou-se pela Academia Jullian e iniciou o trabalho de ilustrações para revistas e anúncios publicitários.



Em 1894 o destino promoveu o encontro do artista tcheco com a maior atriz parisience de sua época, Sarah Bernhardt. Mucha ofereceu-se para fazer o cartaz de sua peça Gismonda, e a deixou impressionada com seu talento e inovação de estilo. O cartaz fez tanto sucesso em Paris, que Mucha fechou um contrato com Sarah de seis anos para que ele produzisse não apenas os cartazes, mas os cenários e produção artística para as peças da atriz.


Nos anos seguintes Mucha produziu uma série de pinturas, cartazes, anúncios e ilustrações de livros, bem como desenhos para jóias, tapetes, papel de parede e peças de teatro. Este novo estilo artístico foi inicialmente chamado de estilo Mucha, mas ficou conhecido posteriormente como Art Nouveau (nova arte).


Mucha inspirou-se na Paris do século XIX para produzir suas litografias, mas a influência do universo Tcheco também é evidente. A cidade de Praga é como um museu à céu aberto e fica difícil não se apaixonar pela beleza clássica de sua arte.


Cada tela de Mucha nos faz sonhar com a vida de um personagem novo. É como se ele contasse uma história apenas com tintas e cores. Temos a impressão de que todo seu trabalho foi influenciado pelo fantástico mundo dos contos de fada e podemos perceber a presença das musas, lendas e do folclore universal na sua pintura, além de capturar a beleza do seu ambiente contemporâneo repleto de luxo e ostentação.


Para conhecer mais do trabalho de Mucha acesse o site da sua fundação (em inglês)



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