sábado, 16 de janeiro de 2010

FRIDA KAHLO - VIVA LA VIDA



"Nunca pintei sonhos. Pintava minha própria realidade."
Frida Kahlo


Frida Kahlo é uma artista única que inspira minha criação poética há muitos anos. O que mais me atrai na obra de Frida - além das cores vivas de seus quadros e de sua coragem em devassar seu tumultuado mundo interno em telas grandes - é a sua capacidade de sobreviver aos mais duros desafios com força e personalidade.

Aos seis anos de idade Frida Kahlo contraiu poliomelite o que deixou marcas como a musculatura atrofiada e uma diferença no tamanho de suas pernas, o que a levou a usar saias longas para esconder o defeito.


Aos dezoito anos Frida sofreu um acidente de ônibus que a deixou na cama por 1 ano e lhe obrigou a submeter-se a trinta operações cirúrgicas. Mas todo este processo deixou sequelas eternas como dores corporais profundas e a impossibilidade de realizar seu maior sonho, ser mãe.


Além de todos estes desastres físicos e corporais, Frida ainda viu-se vítima do sofrimento do amor. Diego Rivera, pintor, muralista, mulherengo, pedófilo e seu marido, foi parceiro de Frida nos momentos de dor, mas também foi o causador de grande parte do seu sofrimento.


Diego era um fanfarrão sem muitos escrúpulos que traiu Frida com sua própria irmã caçula. O que causou a separação do casal além de um profundo desgosto que levou Frida a tentar o suicídio diversas vezes.


Neste resumido histórico de sua vida podemos imaginar a dimensão de seu sofrimento e a essência de toda sua obra.


Frida me encanta por vários motivos. O fato de ser mulher gera em mim uma identificação automática. Mulher e, ainda por cima, artista já é por si só uma combinação irresistível. Mulher, artista, sofrida e corajosa em expor sua dor faz dela uma heroína digna de meu mais profundo respeito e admiração.


Frida utilizava cores vivas, fortes e iluminadas para retratar sua visão subjetiva da realidade. Eu não trabalho com tintas, mas as cores intensas podem ser facilmente sentidas em minha poesia.

Outra identificação que vejo em nosso trabalho é a capacidade de extravasar em arte o que machuca e o que fascina por dentro.


Frida era mexicana. Eu sou brasileira. Almas latinas. Imensos corações. Paixões indomáveis.


Revelo aqui publicamente mais uma fonte do desenvolvimento de minha arte.

Obrigada Frida.

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