quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A CABRA E A SERPENTE


No alto da montanha imponente,
o mais alto atalho conquistado sem pressa,
Cabra montanhesa observa com desdém,
a Serpente astuta que a observa abaixo.

Sou cabra e serpente nos dias normais,
subo devagar a escadaria da subversão,
não me atenho ao medo de outras alturas,
não me atenho ao som que provenha de outra fonte,
senão de minha alma voraz.

Sou serpente nas manhãs sem sol,
espreguiçando lenta, ausente, distante,
mas se minha mente ainda é presente ,
sei exatamente onde estou.

Sou cabra no pasto verde que afugenta o tempo,
sinto o alvoroço do vento em minha superfície lisa,
guiada pelo ar do pastor que, de tanto optar pela fé,
alcançou a pureza perdida pelo homem do centro.

Sou cabra e serpente no cair da noite sem pais,
não me movo à toa sem intentos concretos,
nem queixo ao norte,
minhas lamúrias tristes.

Nasci assim selvagem,
sob o signo da cabra montanhesa que nunca descansa,
e da serpente de fogo que jamais me queima.
Sou cabra e serpente no raiar e dormir do dia,
sou terra e fogo em perfeita harmonia.

1 comentários:

Guttemberg Barbosa disse...

Boa tarde Tamara. Gostaria que você corrigisse uma infomação que consta nesse post. A Associação Salvamar não é patrocinada pela empresa Samarco Mineração. Apenas o Projeto Cria Jovem,(aquele da Valéria) foi patrocinado por esta empresa. A Salvamar é mantida por diversas empresas e algumas pessoas físicas. Blz?

Guttemberg Barbosa
Coordenador da Salvamar