Percorrendo mares insanos na velocidade de uma rota única
trazendo nas costas homens de aço
os cavalos do gelo cavalgam majestosos ante a fúria implacável do grito mortal
do excesso de liberdade e total domínio do tempo
molhando os pés cruéis a desatar amarras profundas
seguindo sempre em frente longe da culpa faminta
o vento forte do topo polar rompe crostas frias de medo
e nos leva em silêncio aos limites de um abismo interno
veloz também é a raça humana evoluindo em turbilhão e fogo
capaz de reter apenas um verso da história de ontem
e caminhar sozinha no litoral sem fronteiras
os cavalos de gelo habitam a noite fugaz
transitam em bando, aos bandos explodindo em luz
e quando o sol nasce indicam o caminho a todo forasteiro
imune ao desespero e ao previsto caos.
domingo, 30 de dezembro de 2007
CAVALOS NO GELO
Postado por Tamara Ramos às 12:00


